Apesar das incertezas econômicas e políticas no Brasil, e das consequências que as eleições podem trazer para os negócios no país, 2018 promete bons resultados para o setor de distribuição de TI, que prevê faturar 12 bilhões. Esse é um dos cenários apontados pela 7ª edição da Pesquisa Setorial sobre o Mercado de Distribuição de TI no Brasil, lançada no final de abril pela Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação (Abradisti), em parceria com o IT Data.

Não se trata de simples otimismo. Mas de analisarmos o contexto de um mercado que, embora não tenha ficado imune à recessão na qual o país mergulhou, ganhou novo fôlego em 2017. Quando verificamos os anos de 2014 a 2016, observamos que o setor de distribuição de TI de fato enfrentou um decréscimo.

Porém, 2017 foi um ano de recuperação alinhada ao comportamento da macroeconomia brasileira, que registrou um aumento pequeno do PIB de 1%, após dois anos em queda, enquanto que o setor cresceu 7,6% em comparação aos dados das pesquisas da Abradisti de anos anteriores. Em 2017, o faturamento do setor aumentou, saindo de R$ 10,5 bilhões em 2016 para R$ 11,3 bilhões.

Outro dado animador revelado no estudo é que o setor voltou a gerar empregos, com mais de seis mil funcionários contratados. Este número é 4% maior do que o obtido no final de 2016.
E por que o setor cresceu em meio a condições adversas e dentro de um contexto no qual a recuperação econômica do país ainda está longe do ideal? Porque as empresas que consomem tecnologia ficaram alguns anos sem atualizar a sua infraestrutura devido à crise, e esse fator relacionado à própria obsolescência natural dos produtos têm aumentado as compras do ano passado para cá.

Ou seja, as inovações avançam rapidamente, independentemente da economia, tornando o ciclo de vida dos itens de TI e informática muito curto, comparado aos de outros setores. O que isso significa? De uma maneira geral, as empresas, grandes e pequenas, precisam se atualizar tecnologicamente para continuarem competitivas.

E hoje, elas sabem que para se manter no mercado devem estar sintonizadas com as mudanças tecnológicas. Para realizarem seus negócios, boa parte dos empresários, até mesmo as microempresas, aprenderam que precisam atualizar seus aplicativos e softwares, comprar soluções de segurança digital de qualidade, pois são cada vez mais comuns os ataques cibernéticos e os roubos de informações. Além disso, muitas empresas já migraram das lojas físicas para as virtuais, seguindo a tendência de mercado. Afinal, a internet oferece facilidades nas compras, além de redução de custos.

Isso tudo também está ligado a uma mudança de cultura. As novas gerações, ávidas por novidades, acabam influenciando o pensamento do mercado que consome tecnologia, seja do consumidor final, dos fabricantes ou das revendas. Atualmente, os clientes estão nas redes sociais também, e como uma empresa faz para alcançá-lo se não estiver conectada às mudanças de comportamento na era digital?

Esses desafios, que parecem filosóficos, estão se tornando concretos no mundo atual, e impactando o setor de distribuição de TI. Esse é justamente o ponto principal da discussão que está em voga, por exemplo, com relação ao pequeno empresário diante da Indústria 4.0, que está se modernizando para ser autônoma tecnologicamente. Se uma empresa não estiver preparada para as transformações e a tudo que afeta o mercado do seu negócio, ela corre o risco de desaparecer.

Todos esses fatores contribuem para que o setor de distribuição continue aquecido, mas é importante reforçar que as inovações tecnológicas sempre estarão impulsionando a oferta de serviços e de novos produtos no portfólio do setor de distribuição de TI.

Fonte: Administradores

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