A mudança na política de privacidade do WhatsApp que permite ao Facebook direcionar publicidade aos seus usuários colocou a companhia na mira da Justiça alemã. Nesta semana, a Federação das Organizações dos Consumidores Alemães (VZBZ) entrou com um processo contra o WhatsApp na corte regional de Berlim, na Alemanha, alegando que a empresa coleta e armazena dados de forma ilegal e os envia ao Facebook.

O Facebook comprou o WhatsApp em 2014, mas foi apenas em agosto do ano passado que o WhatsApp revelou que modificaria sua política de privacidade para compartilhar as suas listas de contatos de usuários com o Facebook. Com isso, passou a ser possível emparelhar contas do WhatsApp com contas do Facebook em que os usuários registraram um número telefônico, fornecendo assim mais dados para a empresa mãe do WhatsApp com os quais ela pode fazer novas sugestões de amizades e direcionar anúncios publicitários.

O principal interesse do órgão alemão no processo é a maneira como o WhatsApp transfere os números das listas de contatos para o Facebook – mesmo quando esses números não são de usuários do WhatsApp. O VZBZ quer que as empresas parem de transferir tais informações, e que apaguem o que já foi transferido. A federação também questiona oito cláusulas nos termos de uso revisados do WhatsApp, incluindo um que permite ao WhatsApp fornecer aos usuários materiais de publicidade do Facebook sem o consentimento deles.

Essa não é a primeira vez que as mudanças na política de privacidade deixam o WhatsApp no alvo de órgãos e grupos pelos direitos dos usuários. Em setembro de 2016, outra cidade alemã, Hamburgo, ordenou que o Facebook parasse de coletar dados sobre usuários do WhatsApp e apagar tudo que já tivesse coletado.

Nos meses seguintes, outubro e novembro, foi a vez de órgãos da União Europeia e do Reino Unido entraram com determinações similares contestando a prática do WhatsApp e do Facebook.

Fonte: ComputerWorld

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